Agosto Lilás – Mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher!

Categoria: Saúde & Bem-Estar

A Campanha

“Agosto Lilás” é uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, instituída por meio da Lei Estadual nº 4969/2016, com objetivo de intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha, sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre o necessário fim da violência contra a mulher, divulgar os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes. O objetivo também é trazer uma maior orientação sobre o assunto para as pessoas, bem como incentivar que as vítimas denunciem os casos.

Símbolo da Campanha

laco

A cor lilás foi escolhida como símbolo da campanha por representar a luta feminina. A ideia é destacar a importância de combater todas as formas de violência contra as mulheres, sejam elas físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais ou morais.

A luta

A campanha nasceu em 2016, idealizada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM), para comemorar os 10 anos da Lei Maria da Penha, reunindo diversos parceiros governamentais e não-governamentais, prevendo ações de mobilização, palestras e rodas de conversa – e desde então vem se fortalecendo e consolidando como uma grande campanha da sociedade no enfrentamento à violência
doméstica e familiar contra a mulher.

Tipos de Violência

Física: Qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde do corpo envolve comportamentos como:

  • bater e espancar;
  • empurrar, atirar objetos, sacudir, bater;
  • morder ou puxar os cabelos;
  • estrangular, chutar, torcer ou apertar os braços;
  • queimar, cortar, furar, mutilar e torturar;
  • usar alguma arma como faca ou ferramenta ou arma de fogo.

Violência sexual: Consistem em qualquer ação que force a mulher a fazer, manter ou presenciar ato
sexual sem que ela queira, por meio de força, ameaça ou constrangimento físico ou moral. Envolve comportamentos como:

  • forçar relações sexuais quando a mulher não quer ou quando estiver dormindo ou doente;
  • forçar a prática de atos sexuais que causam desconforto ou nojo;
  • fazer a mulher olhar imagens pornográficas quando ela não quer;
  • obrigar a mulher a fazer sexo com outras pessoas;
  • impedir a mulher de prevenir a gravidez, forçá-la a engravidar ou ainda forçar o aborto quando ela não quiser.

Violência emocional ou psicológica: Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima, prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir, ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

  • xingar e humilhar;
  • ameaçar, intimidar e amedrontar;
  • criticar continuamente, desvalorizar os atos e desconsiderar a opinião ou decisão da mulher, debochar publicamente, diminuir a autoestima;
  • tirar a liberdade de ação, crença e decisão;
  • tentar fazer a mulher ficar confusa ou achar que está ficando louca;
  • atormentar a mulher, não deixá-la dormir ou fazê-la se sentir culpada;
  • controlar tudo o que ela faz, quando sai, com quem e onde vai;
  • impedir que ela trabalhe, estude, saia de casa ou viaje;
  • procurar mensagens no celular ou e-mail;
  • usar os (as) filhos (as) para fazer chantagem;
  • isolar a mulher dos amigos e parentes.

Violência moral: Esta é caracterizada por qualquer ação que desonre a mulher diante da sociedade com
mentiras ou ofensas e podem surgir em comportamentos como:

  • fazer comentários ofensivos na frente de estranhos e/ou conhecidos;
  • humilhar a mulher publicamente;
  • expor a vida íntima do casal para outras pessoas, inclusive nas redes sociais;
  • inventar histórias e/ou falar mal da mulher para os outros com o intuito de diminuí-la perante amigos e parentes.

Violência patrimonial: Consiste em qualquer ação que envolva retirar o dinheiro conquistado pela mulher com seu próprio trabalho, assim como destruir qualquer patrimônio, bem pessoal ou instrumento profissional. São exemplos:

  • controlar, reter ou tirar dinheiro da mulher;
  • causar danos de propósito a objetos de que ela gosta;
  • destruir, reter objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais e outros bens e direitos.

Ciclo da Violência:

Fase 1: Aumento da Tensão

Nesse primeiro momento, o agressor mostra-se tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Ele também humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos. A mulher tenta acalmar o agressor, fica aflita e evita qualquer conduta que possa “provocá-lo”. As sensações são muitas: tristeza, angústia, ansiedade, medo e desilusão. Em geral, a vítima tende a negar que isso está acontecendo com ela, esconde os fatos das demais pessoas e, muitas vezes, acha que fez algo de errado para justificar o comportamento violento do agressor.

Fase 2: Ato de Violência

Esta fase corresponde à explosão do agressor, ou seja, a falta de controle chega ao limite e leva ao ato violento. Aqui, toda a tensão acumulada na Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial. Mesmo tendo consciência de que o agressor está fora de controle e tem um poder destrutivo grande em relação à sua vida, o sentimento da mulher é de paralisia e impossibilidade de reação. Aqui, ela sofre de uma tensão psicológica severa (insônia, perda de peso, fadiga constante, ansiedade) e sente medo, ódio, solidão, pena de si mesma, vergonha, confusão e dor.

Fase 3: Arrependimento

Esta fase se caracteriza pelo arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras: ela abre mão de seus direitos e recursos, enquanto ele diz que “vai mudar”. Há um período relativamente calmo, em que a mulher se sente feliz por constatar os esforços e as mudanças de atitude, lembrando também os momentos bons que tiveram juntos. Um misto de medo, confusão, culpa e ilusão fazem parte dos sentimentos da mulher. Por fim, a tensão volta e, com ela, as agressões da Fase 1.

Denuncie:

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O Ligue 180 é um canal de atendimento exclusivo para mulheres, em todo o país. Além de receber denúncias de violência, como a familiar ou política, o serviço compartilha informações sobre a rede de atendimento e acolhimento à mulher em situação de violência e orienta sobre direitos e legislação vigente.

“ O verdadeiro amor não deixa marcas físicas, nem cicatrizes na alma”

Publicado em: domingo, 04 agosto 2024 | TAGS: